Com um sentimento nostálgico eu me lembro de Maio de 2014, da ansiedade em saber que meu amigo e colega Cristiano de Lucca fora até São Paulo para conversar pessoalmente com o líder comunitário do Google no Brasil e negociar a oficialização do GDG Serra Gaúcha.

Eu e Cristiano nos conhecemos na universidade e chegamos a trabalhar um tempo juntos, enquanto desenvolvíamos um software para fins arquitetônicos baseado em OpenGL. Minha bagagem e parte do que aprendi com Cristiano, me levaram a desenvolver um TCC, que em meados de 2013 me possibilitou mergulhar de cabeça no mundo do desenvolvimento dos apps e games para dispositivos móveis.

Nós dois chegamos até mesmo a apresentar o conteúdo desde TCC em um FISL para validar se tínhamos alguma aptidão com o público e destravávamos de vez a timidez, o resultado foi isso: Realidade Aumentada para dispositivos móveis: Um guia para criar sua primeira aplicação.

Aberto oficialmente o GDG Serra Gaúcha,  começamos uma corrida contra nós mesmos, passando a dedicar um tempo substancial ao estudo, à organização do GDG, à agenda de eventos e para difundir a comunidade na Serra Gaúcha. Passaram-se 2 anos desde então.

Desde o evento inicial em setembro do mesmo ano, até nosso momento mais eloquente (que considero ser o Google I/O 2016 Extended Serra Gaúcha), sempre fiz questão de iniciar as apresentações falando das oportunidades que surgem quando você se envolve com comunidades de software livre.

Hoje colho frutos que, em parte, são originados do meu trabalho voluntário no GDG Serra Gaúcha e neste momento, saio da organização desta comunidade para lutar em novas fases de um novo jogo.

Eu acredito em participações ativas e significativas em comunidades, assim como eu acredito em ciclos e renovações. Por isso, deixo espaço para novas pessoas darem sequência em um trabalho que sempre trará resultados significativos àqueles que acreditam nos caminhos alternativos de aprendizado e espaços colaborativos de troca de conhecimento.

Agradeço ao meu colega sempre compreensivo Cristiano, que embora também viva um momento em que tempo é um luxo, vai seguir firme e forte na organização do GDG. Agradeço ao Alê Borba pela oportunidade e acreditar num GDG aqui na Serra, pelos inúmeros contatos nos demais GDGs pelo Brasil e pelo mundo e por aqueles que abriram espaço em suas empresas ou universidades para que o GDG desempenhasse seu papel.

Desejo o mesmo sucesso para os que chegam, para que os já o realizam e para os que o almejam. Sei que nos encontraremos todos na linha de chegada para aquela prometida confraternização, cheia de histórias e saudades “daqueles tempos”.

GDG Serra Gaúcha: O fim de um ciclo
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